Corpo, diferença, política de inclusão, independência artística e construção identitária são palavras-chave para o trabalho realizado pela Companhia de Dança Lápis de Seda, de Florianópolis. Ao optar por apresentações ao ar livre, amplia as ressonâncias do trabalho pois também discute a cidade, incorpora a tensão entre arte e vida, com representações que enfocam as relações existentes entre os espaços, os fluxos existenciais, as possibilidades de encontro e desencontro. Graças ao incentivo do Ministério da Cultura via Lei Rouanet e à chancela da empresa Cateno é viável a profissionalização de dez bailarinos que vivem e atuam na capital catarinense e a circulação nacional do espetáculoConvite ao Olhar.
Convite ao Olhar, montagem de 2014, da Cia. de Dança Lápis de Seda, parte de elementos do cotidiano dos bailarinos e de como cada indivíduo reage a diferentes situações, passa pela valorização da singularidade humana. Na singularidade de cada um dos bailarinos está a potência da proposta. Pretende-se desconstruir conceitos engessados com relação à deficiência, mostrando todos, sem distinção, como pessoas tão somente com limitações e capacidades variadas.
A intenção do trabalho é evitar rotulações e conceitos limitadores, como a de uma companhia de dança de bailarinos deficientes. Lápis de Seda quer ser somente como uma companhia de dança. Leveza, bom-humor e fuga de ideias preconcebidas marcam o espetáculo que será apresentado em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR) e Florianópolis (SC). Cada cidade ganhará duas apresentações. Neste roteiro será dada a preferência a festivais de dança a fim de promover a inclusão artística de bailarinos considerados com deficiência.

Ficha técnica

Espetáculo Convite ao Olhar
Direção geral, coreógrafa: Ana Luiza Ciscato
Direção musical, compositor da trilha e arranjador: Luiz Gustavo  Zago
Direção artístico-musical e intérprete: Cláudia Passos
Coordenação geral: Arte Movimenta
Produção executiva:  Neiva Ortega
Bailarinos: Ana Flavia Piovezana do Santos, Aroldo Gaspar, Deivid Velho, Fabiana Cristina Marques, Gabriel Figueira, João Paulo Marques, Maura Marques, Paulo Soares, Ramon Noro, Roberta Oliveira e Silvia Gevaerd (bailarina estagiária)
Técnico de som e luz: Juarez Mendonça Jr.
Figurino: Emmanuel Bohrer Jr.
Fotografia e vídeo: Cristiano Prim
Cenografia e projeto gráfico: Ramon Noro
Assessoria de imprensa: Néri Pedroso
Indicação: Livre
Será que é de éter?
Em homenagem aos 50 anos de carreira de Chico Buarque, a Companhia de Dança Lápis de Seda apresenta o espetáculo "Será que é de Éter?", com a cantora Cláudia Passos interpretando 19 músicas que marcaram a carreira do artista desde os anos 60.​​
Será que é de Éter?, o novo trabalho da Cia. de Dança Lápis de Seda, traz a complexidade de um espetáculo com música ao vivo. Além da montagem artística com dança contemporânea e balé clássico, a intenção é homenagear os 50 anos de carreira do consagrado cantor e compositor Chico Buarque. O passeio musical atravessa as décadas de 1960, 70 e 80, com canções interpretadas pela cantora Cláudia Passos e banda.
Sob a direção de Luiz Gustavo Zago, a intérprete e os seis instrumentistas se apresentam em meio a projeções criadas por Hedra Rockenbach que sintonizam com a performance da Cia. de Dança Lápis de Seda. As coreografias estão em harmonia com as letras de cada música. As cidades contempladas, com duas apresentações em cada uma delas, são Florianópolis e Blumenau (SC). 
Será que é de éter?
Ficha técnica

Espetáculo Será que é de Éter (1h10)
Direção geral, coreógrafa: Ana Luiza Ciscato
Direção musical, compositor da trilha e arranjador: Luiz Gustavo Zago
Direção artístico-musical e intérprete: Cláudia Passos
Coordenação geral: Arte Movimenta
Produção executiva: Neiva Ortega
Bailarinos: Ana Flavia Piovezana do Santos, Aroldo Gaspar, Deivid Velho, Fabiana Cristina Marques, Gabriel Figueira, João Paulo Marques, Maura Marques, Paulo Soares, Ramon Noro, Roberta Oliveira e Silvia Gevaerd (bailarina estagiária)
Banda: Luiz Gustavo Zago (piano), IvaGiracca (violino), Felipe Arthur Moriz (sax, flauta e flautim), Dudu Pimentel (violão), Leandro Fortes (violão) e Alexandre Damaria (percussão)
Iluminação/cenotécnico: Hedra Rockenbach
Sonorização/técnico: Juarez Mendonça Jr.
Fotografia e vídeo: Cristiano Prim
Projeto gráfico: Ramon Noro
Assessoria de imprensa: Néri Pedroso