Convite ao Olhar

DANÇA CONTEMPORÂNEA
Lápis de Seda é semifinalista
no 13º Prêmio Itaú-Unicef


“Convite ao Olhar” em recente apresentação no Winter Fest, em Jurerê Internacional,
em Florianópolis (SC)

Cristiano Prim/Divulgação

A Companhia de Dança Lápis de Seda é um dos 12 projetos da região Sul contemplados na primeira etapa do 13º Prêmio Itaú-Unicef, que apoia e valoriza iniciativas voltadas diretamente ao público infanto-juvenil com ações educativas, culturais e/ou de proteção social alinhadas ao conceito de educação integral. Criada em 2014, em Florianópolis (SC), a Lápis de Seda adota como pedagogia em dança contemporânea uma formação mista de jovens e adultos. Na faixa etária de 20 a 50 anos, o grupo de dez bailarinos é composto por 60% considerados com deficiência intelectual e/ou motora e 40% sem deficiência. A proposta de inclusão no 13º Prêmio Itaú-Unicef partiu da instituição do terceiro setor, Arte Movimenta, que coordena a companhia e busca a manutenção do grupo.
Para a diretora e coreógrafa Ana Luiza Ciscato, é significativo estar entre os semifinalistas. Ambicionado por produtores culturais interessados em inclusão social e cidadania, o Prêmio Itaú-Unicef reconhece e dá aporte financeiro a programas comprometidos com o desenvolvimento do ser humano em ampla dimensão. Trata-se, segundo Analu, de duas instituições - Itaú-Unicef - de grande competência e credibilidade. “Essa legitimação pode transformar de modo definitivo uma proposição e trajetória artísticas. Além do mais fortalece crenças de que o binômio cultura e inclusão podem mudar realidades”, diz a idealizadora do projeto.
Entre os 12 projetos aprovados nesta primeira etapa na categoria um do certame – OSC (organização da sociedade civil) em ação, quatro são de Santa Catarina: a Lápis de Seda, da ong Arte Movimenta; a Orquestra de Sons e Lata, de Tubarão, da ong Moradia e Cidadania; Oficinas do Saber, de Florianópolis, do Centro de Educação e Evangelização Popular; e Monitoramento Mirim Costeiro, de Garopaba, cuja ong leva o mesmo nome do projeto.
O Prêmio Itaú-Unicef recebeu cerca de 3.500 inscrições, das quais foram selecionadas apenas cem em duas categorias: organização da sociedade civil (OSC) em Ação e Parceria em Ação, ambas voltadas para crianças, adolescentes e jovens. A primeira é realizada, concebida, planejada e executada por organizações sociais civis. A Parceria em Ação deve obrigatoriamente envolver uma OSC e uma escola pública.
Os projetos foram avaliados na cidade de São Paulo por um grupo de aproximadamente 140 pessoas – representantes das instituições organizadoras e parceiras do Prêmio – das áreas da educação, assistência social, cultura e comunicação. Os critérios de avaliação consideram a busca do desenvolvimento das dimensões do ser humano, como a física, emocional, social, cultural e ética; a articulação entre atores, espaços e saberes para promover o desenvolvimento integral da criança, do adolescente e do jovem, integrando os saberes comunitários (famílias, moradores, lideranças locais, artistas) e os espaços físicos da comunidade (ruas, praças, escolas, associações, centros culturais, instituições públicas ou privadas).
O Prêmio Itaú-Unicef valoriza o enfrentamento das desigualdades sociais; os arranjos diversificados e intersetoriais, as responsabilidades partilhadas e sintonia com os contextos locais. Considera também a complexidade do mundo contemporâneo, a articulação entre o global e o local e o diálogo com os interesses e as necessidades de crianças, adolescentes, jovens e sua cultura.
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Lápis de Seda integra
Seminário e Mostra
de Arte para Todos 2018
 
Evento será em Joinville entre 24 e 27 de outubro
 
Lápis de Seda, companhia criada em 2014
e coordenada por Ana Luiza Ciscato, leva
Convite ao Olhar” para Joinville

                                                                                                                              Cristiano Prim/Divulgação
 
A Companhia de Dança Lápis de Seda prepara-se para participar em Joinville (SC), entre os dias 24 e 27 de outubro, do Seminário e Mostra Arte para Todos - Nada Sobre Nós, Sem Nós 2018. O evento, promovido pelo Instituto de Arte para Todos em quatro lugares diferentes da cidade, prevê mesas temáticas, workshops, vivências, apresentações, exibição de filmes, rodas de conversas e exposições inclusivas. Os ambientes para as discussões valorizam temas como a produção artística, mercado de trabalho, arte e sexualidade, educação, arte e cidadania.
Criada em 2014, em Florianópolis (SC), a Lápis de Seda adota como pedagogia em dança contemporânea uma formação mista de jovens e adultos. Na faixa etária de 20 a 50 anos, o grupo de dez bailarinos é composto por 60% considerados com deficiência intelectual e/ou motora e 40% sem deficiência.
Para a diretora e coreógrafa Ana Luiza Ciscato, embora todas as dificuldades no atual cenário cultural brasileiro, a Lápis de Seda vive um momento especial com a possibilidade de estar ao lado de iniciativas como as promovidas pelo Centro de [Trans]Formação Cultural Arte para Todos/Impar. “Interessados em um mundo mais igualitário e sem preconceitos, parceiros nesta luta, estamos orgulhosos pela oportunidade de estabelecer parcerias com o instituto joinvilense. Um convite desses equivale a uma convocação”, diz Analu.
Outro dado relevante do momento é a seleção da Lápis de Seda na primeira etapa do ambicionado 13º Prêmio Itaú-Unicef, que apoia e valoriza iniciativas voltadas ao público infanto-juvenil com ações educativas, culturais e de proteção social. A proposta de inclusão no prêmio partiu da instituição do terceiro setor, Arte Movimenta, que coordena a companhia e busca o prêmio de manutenção do grupo.
A seleção na etapa de semifinalistas do prêmio assegura um aporte que será investido em favor da apresentação do espetáculo “Convite ao Olhar” no Seminário e Mostra Arte para Todos - Nada Sobre Nós, Sem Nós 2018, no dia 25 de outubro, no Teatro do Sesc. Além disso, a companhia integra no dia 25, às 19h30, o programa do evento com sua participação na mesa redonda temática Pessoas com Deficiência na Produção Artística e, no dia 26, entre 14h e 16h, Ana Luiza Ciscato ministra o workshop DanceAbility.
  
Formada por dez bailarinos de Florianópolis (SC), a Companhia de Dança Lápis de Seda
convida para viver uma experiência que propõe mudar o olhar sobre o tema da deficiência.
Sob a coordenação da coreógrafa Analu Ciscato, o grupo coloca a dança a serviço do fim
de conceitos limitadores. Lápis de Seda não quer rotulações, quer ser somente uma
companhia de dança.

Criação coletiva, poética inclusiva

Corpo, diferença, política de inclusão, independência artística e construção identitária são palavras-chave para a Companhia de Dança Lápis de Seda. Idealizada pelo Baobah Novas Formas de Inteligência em 2014, em Florianópolis (SC), aposta na valorização das diferenças individuais.
Sob a coordenação da diretora artística Ana Luiza Ciscato, Lápis de Seda reúne dez bailarinos com diferentes capacidades e formações. Jovens e adultos, 60% são considerados com deficiência intelectual e/ou motora e 40% sem deficiência. A faixa etária se situa entre 20 e 50 anos.
Incentivado por editais públicos de cultura, o grupo se apresenta com as coreografias Convite ao Olhar, já visto em Londres e em sete cidades do Estado (Florianópolis, Treze Tílias, Joaçaba, Campos Novos, Anita Garibaldi, Joinville e Itajaí) e cinco capitais brasileiras (Florianópolis, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre). A montagem Será que É de Éter? entrou na agenda cultural de Florianópolis e Blumenau.
  
  
A companhia faz apresentações em teatros, espaços fechados e ao ar livre. Busca ampliar as ressonâncias das ações pois também quer discutir a cidade, incorporar a tensão entre arte e vida, com representações que enfocam as relações existentes entre os espaços e os fluxos existenciais.


  
 Desde a sua criação, Lápis de Seda orgulha-se de ter estabelecido relações institucionais, de caráter privado e público, com espaços do circuito cultural do Brasil: Prefeitura de Florianópolis/Companhia Melhoramentos da Capital/Parque Jardim Botânico/Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes; Associação dos Moradores do Alto do Córrego Grande (Amosc); Associação dos Pais e Amigos de Excepcionais (Apae); Prefeitura Rio/Museu do Amanhã, Museu do Mar; Prefeitura de São Paulo/ Centro Cultural Olido; Prefeitura de Curitiba/Fundação Cultural de Curitiba/Casa Hoffman e gerência de Núcleos Regionais; Prefeitura de Porto Alegre/Casa de Cultura Mario Quintana; Governo do Estado de Santa Catarina/Secretaria de Turismo Cultura e Esporte/Fundação Catarinense de Cultura; Prefeitura Municipal de Blumenau/Fundação Cultural de Blumenau; Enercan; Tirol;
Cateno; Teltec; Jurerê Internacional; Fecoagro; Mercado Limeira e Projeta Planejamento e Marketing.
 
 
 Objetivos específicos:

Promover o desenvolvimento de habilidades motoras e capacidades cognitivas, sociais e emocionais de um grupo de pessoas com e sem deficiência intelectual e/ou motora, através da dança, com a apresentação de trabalhos, cujas montagens contam com a participação dos bailarinos e equipe técnica especializada;